As Filas de Portugal

Como disse um destes dias, sou frequentadora assídua de diversos tipos de fila. As em linha recta, as em “L”, as que formam “S”, e até das mais modernas nas quais a vez de cada um sai como no bingo, por números. Eu acho que as pessoas que frequentam as filas pensam que elas, as filas, andarão mais rápido se empurrarem quem está à sua frente, não sei. Os que não empurram encostam-se e obrigam o outro a sentir a sua respiração por cima do ombro, por trás da orelha ou na nuca. Respiração que por vezes vem munida de algum tipo de odor desagradável ou/e de um determinado ruído repetitivo: uma tosse, um fungar, um “ai Jesus, não anda!”... Enfim, coisas que me fazem pensar se é pior o tempo de espera em si ou o que este acarreta.
Isto para chegar à parte em que chega a minha vez. Enquanto se espera vá que não vá, atura-se! Mas quando vamos ser atendidos queremos sê-lo da melhor maneira possível. Queremos estar à vontade para arrumar as compras, levantar o dinheiro, expor todas as situações e dúvidas que tenhamos e o que mais for. Mas se na nossa preciosa vez há alguém que vem alapado a nós, a coisa fica complicada. Como também já disse, fico sempre a uns 3 passos do balcão ou da caixa MB e antes do alarme, no caso das caixas do supermercado. A segunda razão que me leva a fazê-lo é a esperança que o senhor ou senhora que me segue, faça o mesmo por mim.
Nalgumas instituições já existe uma fita vermelha colada no chão que quer dizer “aguarde aqui pela sua vez”, mas só quando está lá escrito explicitamente “aguarde aqui” é que funciona. E quando essa tal linha já estiver tão esfregada que já não se veja bem, é para esquecer! E eu pergunto:
- Porquê? Por que razão se desrespeita desta forma o espaço do outro? Por que é que quando vou ao banco depositar eventualmente uma pipa de massa há sempre quem queira contar comigo e com o bancário as notinhas, ou quando vou pagar as compras há sempre alguém que quer ajudar-me a marcar o código do cartão, ou quando vou à farmácia há sempre aquela senhora que quer ver o que vou levar para casa e, se conseguir, dar uma solução caseira para o meu problema…
Deixo em aberto as questões, para que os meus visitantes me possam ajudar a entender.
Isto para chegar à parte em que chega a minha vez. Enquanto se espera vá que não vá, atura-se! Mas quando vamos ser atendidos queremos sê-lo da melhor maneira possível. Queremos estar à vontade para arrumar as compras, levantar o dinheiro, expor todas as situações e dúvidas que tenhamos e o que mais for. Mas se na nossa preciosa vez há alguém que vem alapado a nós, a coisa fica complicada. Como também já disse, fico sempre a uns 3 passos do balcão ou da caixa MB e antes do alarme, no caso das caixas do supermercado. A segunda razão que me leva a fazê-lo é a esperança que o senhor ou senhora que me segue, faça o mesmo por mim.
Nalgumas instituições já existe uma fita vermelha colada no chão que quer dizer “aguarde aqui pela sua vez”, mas só quando está lá escrito explicitamente “aguarde aqui” é que funciona. E quando essa tal linha já estiver tão esfregada que já não se veja bem, é para esquecer! E eu pergunto:
- Porquê? Por que razão se desrespeita desta forma o espaço do outro? Por que é que quando vou ao banco depositar eventualmente uma pipa de massa há sempre quem queira contar comigo e com o bancário as notinhas, ou quando vou pagar as compras há sempre alguém que quer ajudar-me a marcar o código do cartão, ou quando vou à farmácia há sempre aquela senhora que quer ver o que vou levar para casa e, se conseguir, dar uma solução caseira para o meu problema…
Deixo em aberto as questões, para que os meus visitantes me possam ajudar a entender.
6 Comments:
o espaço social é cultural. A norte a distância na fila de autocarro é, sem linha, aviso ou fiscalização maior do que a que é praticada nos países mais a Sul.
O perto e o longe, e o cómodo e incómodo dessa distância ou próximidade tem a ver com a cultura que está à espera.
Por certo verificarás que "tudo ao molho e fé em Deus" é expressão que pode ser dífícil traduzir, no que quer dizer, 78 em hora de ponta, numa cultura mais "higiénica", onde o smell a próximo não é coisa que se cultive ou queira (demasiado)próximo!!
;)
chuács, pétala.
segunda-feira, 13 fevereiro, 2006
Deixei um "desafio" no meu blog para si.
:-)
segunda-feira, 13 fevereiro, 2006
Caro amiga
E agora viva a ternura! Estou lhe abraçando com o melhor e mais puro carinho amigo.
Para satisfazer sua curiosidade, aqui estou para lhe dizer que o código em morse que deixei no "Razão tem sempre cliente", é nem mais que "um pedido de ajuda",ajuda essa para que me visitem, para que eu tenha uma boa razão para poder continuar, muito obrigado pela visita, volte sempre, obrigado.
terça-feira, 14 fevereiro, 2006
Este é um tema interessante. Só que em Portugal as filas chamam-se bichas, e nos últimos tempos têm andado loucas, ajudadas pelos media.
terça-feira, 14 fevereiro, 2006
há filas e filas.
na Expo, havia a frase
Hola, estoy en la cola!tal era o tempo que se esperava, até dava para o "cumbíbio"!Claro está que os tugas eram exímios a fazer habilidades e ultrapassar com um "Ó mãe!já vou!" vários incautos.
Mas sendo uma seca, quase sempre, com odores alheios torna-se provação!
terça-feira, 14 fevereiro, 2006
hehe
tens razão!!
:D
terça-feira, 14 fevereiro, 2006
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